A fogueira já estava crepitando quando Acrof começou a fazer seus espetos de peixe, que havia pescado a alguns dias. Acrof em geral, tinha um aspecto um tanto quanto ruim. Suas vestes vermelho sangue, sujas e desbotadas caiam sobre os ombros do velho bruxo, que também usava um chapéu pontudo por cima do longo cabelo que numa longa descida ia formando a barba. Ele também sempre carregava com sigo seu cajado, sua mala de viajens e seu fiel amigo, Leif, uma pequena tartaruguinha que Acrof carregava em seu bolso para onde quer que ele fosse. A tartaruga muito diferente do homem era muito nova, e se alimentava de folhas que Acrof carregava junto a tartaruga no bolso, pois nas altas montanhas, normalmente as folhas que caem  são congeladas, e cobertas de neve.

Terminando de comer seu segundo espeto de peixes, Acrof ouviu um ruido vindo de traz de uma arvore com um tronco que Acrof deduziu que poderia ter um metro de largura. Não demorou muito e as suspeitas de Acrof eram verdadeiras. Muito lentamente um Dugion de Gelo, dragões que tem o tamanho de leões adultos, com o corpo de gelo, um chifre pontudo no meio da testa, e garras de gelo que mais pareciam lâminas saiu de traz da arvore, com um olhar muito agressivo direto para o mago. Acrof não pensou duas vezes, correu de perto do seu cajado, no mesmo segundo em que se movimentou o Dugion veio em sua direção. Acrof a tempo conseguiu pegar seu cajado e com apenas um toque o Dugion se transformou em névoa, que se misturou com o nevoeiro que surgiu em cima de Acrof que ele nem viu.

Normalmente era normal Dugions passearem por ali, pois Acrof deduzia que eles estavam por um motivo que ele acredita desde criança, que também é o motivo por ele estar andando nesses vales,  era que existe um reino, um reino que abriga muitos magos poderosos, e que essa cidade era mágica, não pode se entrar lá facilmente. Por isso Acrof está a meses procurando qualquer sinal de vida, sem ser de Dugions, para ir a cidade. Se é que ela existe.

Depois de estar com a barriga cheia, deu um longo suspiro, guardou a tartaruga em seu bolso, pois ele sempre deixa ela andar por ai ( Ela é uma tartaruga pequena, não tem como ir muito longe ), e armou uma espécie de tenda, porém por dentro dela não era uma tenda, e sim uma cama grande e muito confortável, com um banheiro ao lado. Acrof tirou sua velha túnica, atirou-a no chão e adormeceu em seguida. A tenda sendo mágica era invísivel quando o dono que nela resedia adormecia.

A manhã apareceu com um sol, porém o vale continuava muito gelado. Acrof se levantou, espreguiçou-se e teve uma grande surpresa ao sair de sua tenda. Um mago de aspecto militar estava sentado ao lado de sua fogueira, esquentando as mãos, como se a fogueira fosse propriedade dele.


- Olá ! Desculpe estar lhe encomodando, imaginei que teria alguem ai. – Disse o homem se levantando e estendendo a mão a Acrof, que deu um suspiro e retribuiu.

- Quem é você ? – Perguntou Acrof olhando o homem de cima a baixo.

- Ah sou o mensageiro da cidade, não sei se já ouviu falar, a Cidade dos Magos.


 Acrof não acreditava no que estava ouvindo. Depois de meses procurando finalmente conseguiu achar alguem que fosse da cidade. Acrof explodiu ele de perguntas, porém ele só soube responder uma, porque o velho Acrof falava enrolado quando falava rapido demais, em que o mensageiro conseguiu distinguir só uma.


- Como entro na cidade ? – Perguntou Acrof se aproximando da cara do mensageiro.

- Ah, como a cidade é mágica, o metodo de entrada também é magica. Sempre que alguem vai sair da cidade, o que é uma ocasião um tanto quanto rara, vamos falar com o rei, ele nos da uma espécie de moeda de ouro. – Disse o mensageiro calmamente, tentando ao mesmo tempo acalmar Acrof. - No meio da praça, - Continuou ele – existe um poço, se atirarmos essa moeda lá, saimos do reino e encontramos o mesmo poço do lado de fora, porém ele é vazio, não tem água alguma dentro, e a moeda reaparece em nosso bolso. Todos os reinos por aqui tem esse metodo de entrada. Tenho certeza que você estranhou, alguns poços vazios, durante sua jornada.

- Para ser sincero, me deparei com alguns sim, porém não tive muita curiosidade em examinar. Esse metodo de entrada parece bem, como posso dizer... Elaborado !

- Sim, a muito tempo os reis e rainhas vinham planejando isso. Porém nosso rei, a pouco foi sequestrado, por dugions. Conheçe a lenda da Cidade dos Magos ? Que existe uma toca em baixo da cidade que abriga o Dugion rei ?

- Conheço sim, sempre ouvia quando era criança...

- Então, não é uma lenda. – Disse ele com uma cara agora de terror em sua face. – Existe mesmo essa toca, e dugions sequestraram nosso rei, para eles assim fica mais fácil de atacar a cidade.

- Isso é horrivel ! – Exclamou Acrof dando um salto para tráz . – Poderia me levar a essa cidade ? Temos de fazer alguma coisa !

- Ah claro, já estamos quase chegando. Fui ao reino vizinho para enviar tropas para nos ajudarem a entrar e resgatar o rei. Vamos andando, enquanto conversamos o tempo voa, e a vida do rei também ! Vamos !

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